Sessão Terapia: #2 -"Como é ser um Psicólogo(a)?"


O que você quer ser quando crescer?


Quando criança eu já quis ser: "professora, bailarina e motorista de ônibus". Nos meus sonhos de adolescente eu queria ser atriz de cinema, mas, como eu gostava de desenhar acharam que eu poderia fazer o curso de "artes plásticas ou arquitetura".


Quando chega a hora "h", a pressão do vestibular vem, e a gente se vê obrigado a fazer uma escolha, no final, eu fiquei com duas opções: "médica psiquiatra ou psicóloga".


Cheguei a ganhar livros, recebi apoio de alguns professores, fui com a minha irmã buscar um cursinho, mas, como eu precisava trabalhar, e, estava vindo de anos de ensino de uma escola pública, resolvi jogar o sonho de ser médica para um segundo plano.


A psicologia, como podem ver, nunca foi um sonho de criança, mas, me apaixonei por ela no meu primeiro dia de aula, e, essa paixão só foi aumentando com a minha atuação em Recursos Humanos.


Eu ainda sentia falta de alguma coisa que eu não sabia explicar, foi ai que, a inquietude me atacou sorrateiramente, e eu fui experimentar a vida no consultório. Lascou-se! Comecei a viver um amor dividido, até que o destino se encarregou de tomar a decisão por mim. Chorei, sofri, quase morri (que exagero, rs!), precisei de tempo para amadurecer a mudança, e, quando por fim, a maturidade veio, eu era uma adolescente vivendo um amor. As coisas foram acontecendo tão rapidamente, e, quando dei por mim, menos de um ano, estava assinando os papéis do meu próprio consultório!


Como é ser um psicólogo?


Alguns dias é bem assim...


"Eu chego minutos antes no consultório, pego um café e olho no relógio para saber quanto tempo eu tenho antes dele(a) chegar! Reviso as últimas sessões, penso em como estamos indo, e preparo uma dinâmica que eu não sei se vou usar. Se naquele dia, por algum motivo, não me sinto tão bem comigo mesma (isso acontece, somos seres humanos), eu sento na poltrona, respiro fundo, tendo me desconectar por um minuto do mundo lá fora e dos meus problemas, porque, do contrário, não vou conseguir ajudá-lo(a) como deveria. Às vezes, eu até acho que não vou conseguir, mas, quando eles chegam, é impressionante como o "modo psicologa" é ativado, e tudo acontece como deveria acontecer. Eu tiro forças de onde não tenho e saio de lá bem! É claro que às vezes não dá, e, quando não dá, não dá, e eu gentilmente peço desculpas e remarco a sessão, e está tudo bem!


Alguns dias é difícil porque eles não estão bem, e não tem jeito, a gente sofre também, às vezes dá até vontade de chorar, um choro de "eu entendo, estamos juntos nessa, estou com você! Eu me emocionei várias vezes, mas, nunca chorei na frente deles, mas, várias vezes no banheiro ou em casa."


Às vezes fico com medo de não dar conta, de falar alguma coisa errada, de não conseguir ajudar.


Ás vezes saio de lá radiante com o que acabei de ouvir, porque juntos percebemos que estamos no caminho certo! Não sinto medo, percebo que estou dando conta, e que estou fazendo um bom trabalho!


Às vezes as sessões são leves, engraçadas, que a gente nem percebe o tempo passar!

Às vezes a dor é tanta e as preocupações também, que, a dor de cabeça e as insonias são inevitáveis.


Eu já tive crise de tanto rir, ganhei presentes de pacientes e já dei também!


Eu já tantas coisas...até me deparar com a frase de Jung para entender que tudo o que eu precisa ser, era apenas ser uma "outra alma humana".


"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja outra alma humana"


De lá prá cá sigo buscando conhecer bem as teorias, me aperfeiçoando e buscando conhecer novas técnicas, mas, quando escolho tocar em alguém, me permito ser apenas um outro alguém!


Esse foi o bate papo de hoje, eu, vou ficando por aqui e a gente se vê por ai!


Abraços,

Déborah Stroebel







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